Dia 4
Acordei com um dor de cabeça tremenda, fartei-me de vomitar e sinto-me bastante mal disposto. Fui comer uma peça de fruta e fiquei ainda pior. Depois de tomar um banho deitei-me no sofá a ver as últimas sobre a gripe das aves e pensei que uma pandemia em Portugal acabaria certamente com o desemprego, só tinha era que me manter vivo o que num dia como hoje não me parecia muito provável. O problema das reformas também acabava, os poucos sobreviventes do nosso sistema de saúde que tivessem mais de 65 anos certamente iriam ter aumentos á vista. Olho para o tecto, olho de novo e vejo uma fila azul a caminhar para um pequeno buraco na esquina, eram várias formigas azuis a entrarem na parede. Fui buscar uma cadeira e aproximei-me mesmo a tempo de ver a ultima entrar. Estava tramado, eram várias e estavam já a passar para outros locais, o buraco devia dar ao apartamento do vizinho. Fui buscar um lápis e tapei o buraco. Depois ocorreu-me que podia ser por ali que entraram, resolvi falar com o vizinho mas ninguém atendeu. Bom o velhote deve ter saído para conviver no jardim, afinal a solidão de um viúvo de longa data não deve ser fácil. Já não o vejo faz muito tempo, mesmo muito, pensando bem não o vejo nem ouço barulho no andar de cima faz uma semana. Deve ter ido para Alpiarça para casa da filha, sei lá. Acho que as formigas foram todas para cima. Paz finalmente.


1 Comments:
Este blog é parvo....não acredito em formigas azui...mas que as há há.
Enviar um comentário
<< Home